Quem Somos

 

Em 15 de Maio de 1941 se fazia reconhecido o registro do sindicato dos proprietários de açougues da cidade de São Paulo no Ministério do Trabalho. Antes desta data, ainda em 1939, os companheiros se unificaram em reuniões para a criação do nosso Sindicato, cujo primeiro presidente foi Caetano Fraia. A característica de consumo mais importante nesse período e que difere dos dias de hoje, era a escassez dos produtos cárneos. Em 09 de Novembro de 1982, a base sindical era ampliada para grande parte do Estado de São Paulo, num total aproximado de 200 cidades.


Lauro Elorza, presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Carnes Frescas de São Paulo (mais tarde a denominação ganharia “do Estado de São Paulo”), entre os anos de 1951 e 1963, declarava na Revista do Talho por ocasião da comemoração dos 60 anos da entidade: “naquela época, fazíamos três assembléias por dia, a categoria estava plenamente mobilizada e cerca de cem companheiros foram presos na Penitenciária do Estado”. Eram os “magarefes”, que se insurgiam contra o sistema de quotas para o abastecimento da cidade, aplicado pelo governo federal durante a Segunda Guerra.


Os “magarefes” foram a categoria mais mobilizada do comércio de São Paulo e do Brasil, dentro do setor patronal. Reagindo ao sistema que permitiria a exportação de carne eles se organizaram para vender o produto no câmbio negro.


O comércio de carnes, até 1948 se caracterizava por uma estrutura centenária, onde o cepo, o machado, o serrote e a carne vendida com osso formavam um quarteto inseparável.


Em 1948, através de iniciativa do Dr. Paulo Ribeiro da Luz, da secretaria de higiene da cidade de São Paulo, o comércio de carnes passaria por uma modernização. Criaram-se então as Casas de Carne, bonitas e luxuosas, onde se podiam comprar carnes e artigos de mercearia. Apesar das quotas, que continuaram, este foi um período de fartura e de progresso.


Muitos tabelamentos se seguiram, com preços pré-estabelecidos pelo governo e muita luta se travou, com retalhamento de carcaças em praça pública. Aumentos da carne no atacado sem correspondente aumento no varejo imprimiram seis greves na Capital.


No final dos anos 50, o sistema de quotas acabava, permitindo que a categoria comprasse a carne de seu fornecedor preferido. Foi o final do antigo Tendal da Lapa, por onde passou a carne que chegava em São Paulo até essa época. Hoje, as instalações foram restauradas e lá funciona a Regional da Lapa.


No começo da década dos anos 80, Manuel Henrique Farias Ramos viria assumir a presidência do SCVCFESP. Nessa época, o homem forte do governo da Ditadura era o ministro Delfin Neto, acostumado a tabelamentos no varejo, deixando os preços livres no atacado. Novamente se fizeram necessárias as mobilizações e as lutas da categoria.
No Plano Cruzado, em 1986 estava no Ministério da Fazenda um homem democrático, que apesar da escassez da carne e dos tabelamentos, criou critérios justos de distribuição, sem a perda para um só setor. No período de Dílson Funaro, a quantidade era insuficiente, mas os critérios eram justos.


Já em 1987, com o Plano Verão, novamente o governo ignora os comerciantes. Preços livres no atacado e tabelados no varejo. Foi a vez dos açougueiros pararem a Av. Paulista, criticarem o governo em assembléia. As manifestações terminaram com a prisão do presidente do Sindicato pelo então secretário da segurança Antonio Fleury. A luta em local público só acabaria com a vinda dos brucutus da tropa de choque.


A partir da década dos anos 90, a luta se transferiu para o quadro econômico com a presença das grandes redes varejistas no mercado e a nova realidade da comercialização de carnes: grande oferta na produção. O Sindicato se transformou num palco de proteção da micro e pequena empresa, com importantes conquistas na área fiscal e política e se tornou num dos maiores críticos de um sistema que permite a implantação indiscriminada de grandes redes de comércio varejista.

 

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